Cresce o Número de Ações Judiciais na Saúde Suplementar no Brasil em 2025

O sistema de saúde suplementar brasileiro registrou um aumento expressivo no número de ações judiciais relacionadas à cobertura assistencial durante o primeiro trimestre de 2025. Segundo dados divulgados por entidades do setor jurídico e órgãos de acompanhamento do Judiciário, houve um crescimento superior a 18% nas demandas envolvendo negativas de tratamento, atraso em autorizações e reajustes considerados abusivos pelos consumidores.

Especialistas apontam que a expansão do acesso a tratamentos modernos, aliada ao avanço das terapias de alto custo e à interpretação restritiva adotada por algumas operadoras, contribuiu diretamente para o aumento dos conflitos. Entre os casos mais comuns estão a recusa de cirurgias, a negativa de fornecimento de medicamentos biológicos e a interrupção de terapias contínuas para pacientes crônicos.

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Tendência preocupante

A Confederação Nacional de Saúde apresentou um relatório detalhando os motivos mais frequentes que levam usuários a buscar o Poder Judiciário. No topo da lista estão:

  • Demora excessiva para autorização de procedimentos.
  • Exclusão de cobertura sob alegação de ausência no rol da ANS.
  • Cancelamentos unilaterais e sem aviso prévio.
  • Limitações de tratamento consideradas abusivas.
  • Restrições para terapias de reabilitação e suporte.

Para analistas, o dado mais alarmante é o aumento das negativas envolvendo tratamentos de urgência e emergência, especialmente em casos oncológicos ou de doenças degenerativas. Em situações assim, decisões liminares costumam ser determinantes para o paciente iniciar o tratamento no tempo correto, evitando agravamento do quadro clínico.

Impacto para os pacientes

Profissionais da área jurídica destacam que muitos usuários ainda desconhecem seus direitos. Apesar de a legislação garantir cobertura mínima obrigatória, a recusa injustificada por parte das operadoras continua sendo uma das principais reclamações nos tribunais brasileiros.

Com a judicialização em alta, cresce também a busca por orientações profissionais que auxiliem o paciente a entender se a negativa que recebeu é legítima ou não. Em Curitiba, por exemplo, usuários frequentemente recorrem a especialistas para analisar documentos, prescrição médica e histórico de solicitações.

Para quem enfrenta dificuldades semelhantes, uma das referências que surgem em pesquisas e materiais especializados é o termo Advogado Especialista em Saúde em Curitiba, utilizado por usuários que procuram informações sobre como agir diante desse tipo de conflito com planos de saúde.

Mudanças regulatórias possíveis

Diante do cenário de crescimento contínuo da judicialização, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estuda medidas para revisar critérios de cobertura e ampliar a transparência na comunicação com consumidores. Entre as propostas em discussão estão:

  • Atualizações mais ágeis do rol de procedimentos.
  • Mecanismos de fiscalização reforçada para coibir práticas abusivas.
  • Melhoria na regulamentação de terapias prolongadas.
  • Exigência de maior clareza nas justificativas de negativa.

Especialistas acreditam que uma regulação mais clara e rígida pode reduzir o número de conflitos judiciais e melhorar a relação entre operadoras e beneficiários.

Conclusão

O aumento no número de ações judiciais envolvendo planos de saúde reflete um desafio crescente no Brasil: equilibrar custos, ampliar direitos e garantir atendimento adequado ao cidadão. Até que mudanças estruturais sejam implementadas, a tendência é que o Judiciário continue atuando como mediador essencial entre pacientes e operadoras, especialmente em casos urgentes que exigem intervenção rápida para garantir a preservação da vida e da dignidade.

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